12 CONVERSANDO COM DESENCARNADA
Fiquei pensativo sobre ser real o que
acontecia comigo, ou não. Comecei a pesquisar sobre pessoas que pudessem ter
relatado experiências semelhantes e achei algumas coisas. Até mesmo, um sítio na
internet com diversos relatos e ensinamentos. Depois de lê-los e dialogar com algumas
pessoas, resolvi tentar me controlar mais quando tivesse essas experiências.
Afinal, na dúvida, é melhor escolher a boa porção, ou seja, não maltratar
ninguém. Não garanto que consegui sempre, mas tentei.
Comecei a falar do
assunto com colegas de trabalho e fui aconselhado a procurar uma casa espírita.
Neste intervalo, eu já não dormia bem e cada dia estava ficando pior. Comecei a
ver luzes no canto dos olhos, até mesmo com os olhos fechados. Fiz diversos
exames com oftalmologista, procurei psiquiatra, tomei muitos remédios e, mesmo
assim, os fenômenos continuavam. Minha curiosidade me levou a pesquisar cada
vez mais sobre técnicas para despertar lucidez, de movimentação energética,
meditação, mantras. Li muito e comecei a testar o que lia. Eu comecei a ter
certo controle, estava conseguindo despertar, até mesmo à tarde. Mas, tinha uma
dificuldade enorme para me levantar da cama no astral. Sempre que tentava,
acordava. Comecei a enxergar com o olho fechado e isso me fazia acreditar que
estava no astral, mas ao focar-me muito em levantar-me, acabava por voltar para o corpo. Se eu
tentasse levantar, sem pensar muito sobre, dava certo. Li que era bom sair de perto de
corpo logo, o que eu fazia.
Em mais uma noite resolvi fazer uma
oração e ver o que me esperava. Eu me levantei, desta vez, sem muita preocupação
e fui me olhar no espelho, ver se minha aparência era a mesma. Eu me assustei
quando, pelo espelho, percebi que meu corpo estava todo tatuado, e fiquei mais
tenso quando, ao tentar olhar nas minhas costas, vi que havia uma pessoa
praticamente colada em minhas costas, com a face grudada em minha nuca. Eu
olhei para aquilo, procurei manter a calma e falei: “Estou vendo você aí. Eu
não vou tentar retirar você. Vamos fazer uma coisa? Vamos conversar?”- o que
deu certo e percebi que era uma mulher.
Começamos a conversar, perguntei o nome
dela, de onde era, quando havia falecido e como foi. Ela me contou tudo. Eu
falei para ela que, como estava perto do corpo, eu, provavelmente, seria puxado
e, se isso acontecesse, se ela poderia me ajudar a levantar, o que realmente ocorreu. Eu acho que ela se
irritou de tanto ajudar-me a levantar. Ela me disse que havia sofrido um
acidente de carro e que se machucou muito. Que as pessoas que receberam-la, lhe
ajudaram a reconstituir o corpo, mas que ela estava um pouco diferente da
fisionomia verdadeira. Me mostrou que ainda havia algumas coisas a se fazer com
ela para recompor-se toda, pois, tampava com o cabelo, a orelha partida com o
desastre automobilístico. Eu perguntei se ela queria que eu mandasse algum
recado para familiares, que era só ela me dar o número do celular que eu memorizaria e, ao acordar, eu entraria em contato. Ela me disse que não
queria, pois eles não acreditariam. Eu perguntei como era viver ali e ela me
disse que o que mais via eram encarnados buscando sexo, que parecia ser a única
coisa que pensavam.
Eu antes havia lido sobre colônias
espirituais e falei para ela procurar uma, para ela ser ajudada, que não era
certo ficar sugando a energia das pessoas, que Deus era a fonte toda toda
energia e que devíamos buscá-Lo. Ela me disse: “Que Deus, que nada.” – o que
me deixou pensativo.
Eu percebi que a paisagem, que eu via da janela do meu quarto,
mudou, repentinamente, e eu não entendi o motivo. Ela me disse que aquilo era
muito comum, estar em um lugar e de repente estar em outro. Eu acabei voltando
para o corpo e acordei de vez.
Fui na internet e pesquisei sobre o
local do qual ela falou que era; os acidentes que haviam acontecido no
intervalo de tempo que ela falou; o nome dela e as pessoas que estavam no
veículo. Achei tudo, exceto por um pequeno detalhe: ela me disse que havia
pouco tempo do ocorrido, tipo dias do acidente fatal e, na minha pesquisa, pelo
nome dela, tudo conferia com uma mulher, mas que havia falecido, naquela época,
há 3 meses. Orei por ela, para que pudesse ser ajudada. Muito tempo depois,
passei por uns apertos no astral e uma mulher me ajudou, me dizendo que eu havia
a ajudado antes. Foi ela quem veio em
minha mente. Embora pode ter sido mera coincidência.
Com o tempo procurei
um centro espírita para entender melhor o que acontecia comigo e muitas coias
começaram a ter concordância com o que eu havia experimentado, vindo a me dar
mais confiança, mas não total.
Comentários
Postar um comentário