16 COLÔNIA SEXUAL COM CHEIRO DE MOFO
O plano astral é bem diverso e posso
dizer que lá tem de tudo, para todos os gostos, dos mais nobres até os mais
sórdidos. Eu não conheço muito dos planos superiores, afinal não me sinto nada
evoluído, mas em processo. Nesta jornada de aprendizado constante eu acabo indo
para cada lugar.
Em mais uma noite mal dormida e cheia
de sonhos, acordei por volta de 3 h da manhã e, como que de costume, eu me
projetei involuntariamente. Despertei em um lugar estranho, ruas largas e casas
simples com quintal amplo na parte da frente. Estava tudo claro e eu, ainda curioso para saber onde estava e quem eram
aquelas pessoas que circulavam por ali, fui andando. De repente, vi duas
senhoras sentadas em frente às suas casas, no que parecia ser uma varanda. Do portão, até onde elas estavam parecia haver uns 10 metros. Eu
educadamente me apresentei e elas consentiram com minha entrada. Azar o meu pois
elas estavam interessadas era em sexo e se insinuaram para mim, falaram algumas coisas que eu me esqueci e saí
correndo.
O lugar tinha um odor de mofo e as casas pareciam antigas. Ao voltar
para rua veio um rapaz e pulou nas minhas costas, provavelmente percebeu, não sei
por que meios, que eu estava projetado e senti que ele estava extraindo energia
por meio de meu chacras. Neste momento eu me irritei e arranquei-o com
ferocidade. Ele meio que se assustou e seguiu caminho. Vi outras pessoas mal
intencionadas vindo em minha direção e resolvi voltar para o corpo, como eu já
havia aprendido, numa espécia de taquicardia. Ficar indo e voltando do astral, toda vez que se percebe algo medonho ou constrangedor causa um desgaste enorme pois não se consegue dormir
direito. Se a pessoa está inconsciente, ela acaba indo fazer o que quer e se é um pesadelo, só acorda na última hora. No meu caso, sempre que via algo estranho eu me forçava a voltar, o que me deixava exausto ao amanhecer. As experiências foram me ensinando que dificilmente um ataque traz algum dano e que eu podia também me defender energeticamente, ou revidar, assim eu
fui criando mais coragem e treinando-me para não cansar tanto, embora tenha sido bem difícil.
As cidades no astral são das mais diversas e
quanto mais próximo do plano físico maior é a semelhança. Eu geralmente
levantava em corpo astral mas como a maioria das pessoas, com a mente anuviada
, sem lucidez. Ao contar os dedos como me acostumei a fazer, eu acabava por despertar,
mas nem sempre com plena consciência. Ia vagando sem lucidez pelos lugares e aprendendo
suas ruas, casas, florestas, atalhos. Assim, eu fui decorando como que um mapa destes locais e isso também veio a me ajudar a despertar sem usar qualquer técnica. logo que via algo minha mente lembrava que eu já havia estado ali e que não havia aquele lugar no físico, fazendo com que eu viesse a ficar lúcido.
Era comum encontrar locais fechados, com
portões, cercas, becos tão estreitos que havia necessidade de espremer-se e
deformar-se para conseguir passar, isso quando eu não movimentava as paredes e
passava. Alguns desses portões e passagens estreitas serviam como proteção para os desencarnados que habitavam nesses lugares. Sair andando por becos mostrou-se uma escolha bem ruim pois acabei descobrindo locais que pareciam bordeis com o objetivo de sempre, extrair energia dos encarnados em desdobramento. Muitas vezes ouvi reclamações do tipo: “ Ei, você não pode passar
aqui. Você não tem permissão para andar por aqui”. Com a tempo aprendi que
pegar atalhos nem sempre era uma boa ideia, assim como ficar pisando em
qualquer solo podia ser bem assustador.
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