17 CLAMANDO POR JESUS
Não é todo dia que estamos
psicologicamente bem. Em certas circunstâncias, a dor emocional é avassaladora
e, mesmo nas projeções, não passa. Parece que isso faz o padrão vibracional
cair e nos carrega para lugares densos. Uma noite bem tensa me aguardava depois
de um dia com ânimos exaltados e baixo astral.
Eu estava muito deprimido, choroso, cheio
de lembranças tristes. Ao me ver no astral em um lugar estranho, com dor no meu
peito, eu simplesmente resolvi abaixar no chão em uma esquina e clamar por Jesus.
Eu chorava e clamava, mas nada acontecia. Neste momento, apareceu uma pessoa e me
disse que não adiantava ficar chamando por Ele pois não viria até mim. Eu parei
com minha súplica e saí de perto daquele senhor. Minha mente ainda estava em oração
quando olhei para o céu e vi um homem descendo entre as nuvens, com uma
aparência semelhante às das pinturas medievais que eu estava acostumado a ver
de Jesus, com cabelos nos ombros, castanhos claros, usando uma túnica. Olhei para aquilo e
refleti: “Isso não é Jesus coisa nenhuma pois, se fosse, não se apresentaria
dessa forma. Afinal, o Mestre poderia ler minha mente e saberia que eu não
acredito nestas caricaturas dele. Voltei para o corpo, orei e dormi bem.
Já aconteceu de eu estar em uns
lugares bem estranhos e ver coisas que acredito serem criadas por mentes
manipuladoras para atrair projetores de acordo com sua fé. Tudo para obter energia dos encarnados para os propósitos deles. Já vi cruzes brilhantes
irradiando luz dos céus e as pessoas enebriadas olhando aquilo. Nada eu dizia,
apenas me afastava.
Acho que de tanto dormir mal, minha
mente começou a falhar e tive crises depressivas bem fortes. Tomava muitos
remédios e nada, só sentia uma lerdeza que me incomodava e uma tristeza sem
motivos aparentes. Em muitas situações eu acaba por me
irritar com os irmãos no astral se, porventura, tentassem fazer algo contra
mim. Eu acabava revidando os ataques e saía brigando com muita gente. Aprendi até mesmo a
absorver energia de quem tentasse me vampirizar.
Em outras ocasiões as emoções afloravam
com dores de angustia, solidão. No entanto, eu tenho uma recordação que me
deixa aliviado, feliz. Durante uma dessas viagens em que me sentia perdido,
choroso, revoltado comigo e com o mundo, eu gritei, chorei, caí. Neste momento,
aquela voz que me disse que eu estava usando meu dom de maneira errada se fez
audível outra vez. Apareci, de repente em um ambiente branco, e haviam duas
pessoas. Uma delas, uma mulher, veio até mim e me abraçou caridosamente. Ela me
disse, enquanto eu chorava muito: “Não se preocupe, vai ficar tudo bem Fabrício”.
Senti um carinho que acalmou minha mente e coração. Eu simplesmente perdi a
consciência. Ainda hoje isso me traz certa felicidade.
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