18 PRESO EM UMA CASA ESTRANHA E MANIPULANDO OBJETOS
Eu ainda estou aprendendo muito e cada
dia tenho despertado mais minha curiosidade. Há muitas dúvidas, mas poucas
respostas satisfatórias e confiáveis. Não sei porque eu me deparo em
determinados ambientes e desperto já lá. Existe toda uma dinâmica para se estar
em um lugar. O corpo adormece, o espírito sai e se desloca, mas muitas vezes
este processo se faz sem lucidez, como se fôssemos zumbis. A mente não recorda
desta caminhada, pelo menos a mente vinculada ao cérebro físico.
Em uma ocasião eu abri lucidez dentro
de uma casa velha, cheia de pó, e uma pessoa idoso cuidava de algumas crianças
que pareciam amedrontadas. Eu tentei disfarçar que estava desperto e fazer
algumas indagações, mas elas pareciam não poder responder. Eu quebrei um copo
lá e uma criança ficou com medo do que acorreria com ela. Eu resolvi tentar
recompor o copo. Segurei nas minhas mãos e forcei minha mente a comandar a
recomposição do objeto. Até que deu certo mas parecia ser mais frágil que o
anterior. Afastei-me dali e fui procurar a saída. Depois de muito andar percebi
que não havia e imaginei que aquilo era como uma prisão. Eu me forcei teto para
cima e caia muita fuligem sobre mim. Depois de passar por muitas camadas e
perceber que não sairia, resolvi voltar para o corpo. Minha conclusão foi que
muitas entidades mantêm espíritos aprisionados ou sob sua tutela, tudo de
acordo com o grau evolutivo de cada um.
A vontade é a força que move o astral,
aquele que tem vontade mais disciplinada e forte acaba fazendo coisas mais
surpreendentes que outras. Como, por exemplo, criar estruturas, prisões, casas,
veículos e muito mais. Com o tempo fui aprendendo que os objetos no astral são
bem maleáveis diante da força do pensamento e comecei cada vez mais testar essas
propriedades da matéria astral.
Era fascinante conseguir manipular
objetos. No início as coisas não saiam tão bem feitas, mas fui aprendendo.
Quanto mais energia disponível e quanto maior a lucidez, mais era possível
mudar as formas, texturas e cores. Aprendi criar roupas, mudar a cor de minha
pele, cabelos e até a forma de meu corpo. Mesmo à distância era possível
alterar as formas. Muito tempo depois aprendi sobre a plasticidade do perispírito.
Aprendi mudar os estados da água;
controlar o fogo; mexer nas nuvens; fazer vento; reorganizar objetos; mudar as
cores das casas, tirar uma parede de algum lugar; derrubar construções;
levantar pedras; derreter o metal e criar outro objeto; fazer uma lanterna;
abrir rachaduras enormes no solo; controlar imensas massas de água; criar
armas; e coisas ruins também como vampirizar e obrigar alguém a fazer sua
vontade por indução mental.
Minha jornada sempre foi cheia de
aventuras, altos e baixos. Nem sempre fiz o que é certo pois demorei muito para
crer que tudo era real. Ainda aprendendo a me controlar, principalmente meu
temperamento explosivo. No início você mal pensa em algo e aquilo se faz.
Alguém te ameaça e você nem pensa, já parte para briga. Essas coisas foram me
deixando desgostoso e comecei a buscar ajuda para me controlar um pouco mais.
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