19 VOU TE MOSTRAR TEU CRIADOR

Provavelmente era por volta de 4 da manhã e eu ainda tinha algum tempo antes de me levantar. Continuei deitado e despertei em um lugar estranho, muito claro, parecia que não haviam árvores, as casas eram muito simples e as pessoas pareciam bem pobres. Conversei com algumas moças, mas as pessoas pareciam desconfiadas ou achavam que eu tinha algum interesse sexual nelas. Eu andei um pouco e fiquei observando a paisagem e construções. Em dado momento eu perdi a consciência e acabei acordando. Ao voltar a dormir eu retornei para lá, um pouco afastado de onde eu havia perdido a consciência;  uma entidade veio até mim, não consigo lembrar a fisionomia da mesma e me disse: “Eu vou te levar para você conhecer seu criador”. Havia uma gruta e adentramos à mesma. Nas paredes da caverna haviam símbolos estranhos e ao chegar mais profundamente percebi algumas partes de estátuas. Os pés, bem grandes por sinal, feitos de pedra entalhada com baixos relevos. Adentramos e chegamos em um local onde havia um imenso salão central, bem abaixo de onde estávamos, uns cinquenta metros de profundidade. O piso era circular, com colunatas desenhadas com aqueles símbolos que haviam também no chão, só que bem maiores que os anteriores, esses parecendo mandalas. Onde eu estava também haviam colunas grandes, mas pareciam ruínas antiquíssimas. Logo abaixo vi alguém que não parecia humano, estava com uma armadura e uma arma diferente. Aquele ser me viu e atirou em mim. Eu me escondi atrás da colunata e o tiro passou. Eu, assustado resolvi voltar para o corpo e não quis mais me projetar este dia com receio de voltar para lá. Afinal, até então eu não sabia o efeito de um tiro com uma arma que parecia energética sobre meu corpo, se poderia refletir no físico ou não.
Eu sempre me perguntava, diante dessas experiências diferentes, como eu poderia saber se aquilo era um sonho ou não. A ciência comum diz ser apenas sonhos lúcidos. Eu comecei a me indagar e pesquisar. Lendo aprendi que, se eu tivesse certeza que meu corpo estava na cama e que eu estava no mundo espiritual era uma projeção astral. Sonhos eu sempre tive muitos e bem intensos. Aprendi que muitos destes são lembranças do que nosso espírito experienciou no plano espiritual. Algumas vezes, as lembranças vem com lacunas e falhas;  outras vezes, o cérebro físico, que usamos na vigília, não consegue decodificar as ocorrências.  Assim, comecei a duvidar das experiências e tentar diferenciar aquilo que era criação de minha mente e aquilo que era real. Inicialmente eu pensava: “ Hum, estou sonhando! Vamos ver o que consigo realizar em meu sonhos.” Depois passei a pensar um pouco diferente: “Estou projetado, o que posso aprender dessa experiência? Como comprovar?”

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