21 EU QUERO IR PARA CASA
É bastante complexo quando não se consegue elevar-se vibracionalmente ao ponto de aprender algo impactante. Era muito comum eu me deparar em locais lindos, saindo voando entre as árvores e olhando as montanhas de cima. Uma beleza estonteante. Eu não tinha ideia de onde estava, mas era tudo muito bom. Não via ninguém, o que me deixava em paz interior. Subia montanhas rochosas, entrava em vales e paredões. Pulava em precipícios e saía voando. A sensação de liberdade era incrível.
Em um desses dias, passei um tempo considerável reconhecendo os lugares. Depois de um tempo, quis voltar para meu corpo. Desta vez, não foquei em acordar alterando meus batimentos cardíacos – o corpo influencia o espírito e o espírito influencia o corpo, e esta comunicação se faz pelo cordão de prata, afinal, o espírito não sai totalmente do corpo; isso só ocorre na morte biológica. Pensei profundamente: "Quero ir para casa". Algo surpreendente aconteceu. Comecei a ser puxado em alta velocidade. Na verdade, foi muito estranho. Parecia que eu estava parado e que as paisagens passavam por mim, muito rápido. Vi as montanhas e florestas vindo em minha direção. Neste processo, meu corpo foi levado para um penhasco e entrou em uma gruta cheia de água. Parecia que eu sentia a água passar por mim. Na parte mais interior da caverna, havia algo que parecia um altar de pedra, que veio até mim e me lançou em uma velocidade surpreendente por um orifício na montanha que ia em direção ao céu. Meu corpo foi parar no espaço. Vi a Terra ficando cada vez menor e, ao meu redor, tudo escuro. Vi estrelas salpicando no breu do espaço e, neste momento, fiquei com medo. Pensei: "Não, não! Não quero essa casa. Quero minha casa na Terra". Então, parei no meio do espaço e comecei a voltar. Ao me aproximar da Terra, parecia que os continentes estavam diferentes. Resolvi não voltar para o Brasil e quis ir para a África. Fiquei com muito medo na reentrada. Estava rápido demais, vendo tudo. O chão se aproximando e eu imaginando que iria me espatifar no chão. Comecei a bater os braços como se estivesse com asas. Deu certo, comecei a planar até que pousei suavemente.
Cheguei em uma aldeia. Parecia haver um conflito. As casas, bem simples, estavam destruídas. Havia pessoas brigando. Eu me escondi. Minha mente começou a falhar neste momento. Perdi a consciência. Comecei a sonhar. Briguei lá, como sempre. Até que acordei.
Para mim, foi lindo e amedrontador ao mesmo tempo. Mas eu precisava entender o que era aquilo. Já havia entrado em um grupo espiritualista no qual aprendera muitas coisas. Ao perguntar, me disseram que muitos de nós temos ascendência intergaláctica, senão todos. É lógico que eu queria esclarecer isso.
Comecei a pesquisar muito e encontrei algo sobre o comandante Ashtar Sheran. Uma noite, resolvi tentar ver se havia algo de verdade naquilo tudo. Deitei, usei mantras. Acordei no astral e logo mentalizei em ir para o espaço, pensando em ver alguma nave. Comecei a subir, passei pelas nuvens e logo estava fora da Terra. Vi uma grande nave e fui voando até ela. Fui bem perto e entrei. Parecia haver pessoas lá dentro. Eu as ouvia. Quando vi alguém, posicionei minhas mãos como se estivesse pedindo ajuda. Não me deixaram passar de onde eu estava e voltei para o corpo. Nunca mais tentei entrar nessa nave.
Mesmo assim, eu queria saber se tinha ascendência alienígena ou não. Tentei mais uma vez. Parei e comecei a meditar, pensando: "Quero ir para minha casa no espaço" e deu certo. Meu corpo começou a subir. Mas, logo que saí da Terra e estava naquele vazio, me forcei a não ter medo e ir até o fim, me levasse onde fosse, perdi a lucidez. Algumas coisas ficaram em minha mente como sonho. Assim, não sei se foi real. O que vi foi um enorme asteroide que parecia ter sido transformado em nave. Entrei e interagi com quem estava lá. Vi um adulto e algumas crianças. Estavam em uma sala grande. Não me lembro mais do que aconteceu depois.
A curiosidade não havia acabado e eu queria aproveitar aquele desejo e tentar mais uma vez. Em uma noite posterior, foquei em ir até a lua. Comecei a subir e, ao sair da Terra, vi muitas naves pequenas ao redor do planeta. Uma quantidade fenomenal. Continuei seguindo até a lua. Vi coisas estranhas, parecia que não me queriam ali, pois em algumas crateras sobre as quais eu voava começaram a surgir chamas. Resolvi voltar. No retorno, estava bem rápido e havia uma nave grande no meu caminho. A nave tinha uma parte que girava, semelhante a uma argola enorme fixa, que imaginei que me estraçalharia se eu batesse nela. Foquei em diminuir minha velocidade. Passei devagar, ou rápido, pois a argola parecia estar lenta. Passei dentro da circunferência e fui de encontro com a nave. Atravessei-a, não vi ninguém dentro, mas ouvi. Tudo lá parecia branco. Ao passar por ela, resolvi olhar para trás e vi a parte de baixo da nave. Havia vários escudos afixados nela e tentei decorar os desenhos. Mas eram muito complexos. Um me chamou mais atenção. No escudo havia algo parecido com um lagarto verde. Fui descendo, passei pelas nuvens e, neste momento, perdi a consciência.
Ao falar sobre esses acontecimentos com algumas pessoas, me disseram que era tudo ilusão da minha mente. Pois, se houvesse naves ao redor da Terra, com certeza os aparelhos dos cientistas as detectariam.
Concordo em partes. Detectariam se estivessem na dimensão física. As naves estavam na dimensão astral. A vida pulula no astral muito mais do que no físico, e disso ainda entendemos muito pouco.
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